Reflexões

V Odisseia de Literatura Fantástica

Atrações diversificadas, escritores talentosos e conhecimento sobre o ofício de ser escritor em nosso país.

 Fui à Porto Alegre, no dia 7 deste mês, para participar da V Odisseia de Literatura Fantástica que finalizou no domingo, dia 10. Um evento que iniciou em 2012 com uma turma de escritores empenhados em levar aos leitores literatura de qualidade produzida no Brasil e que teve um hiato de dois anos por problemas de patrocínio.

 Nesse ano, a Odisseia foi organizada por Cesar Alcázar, Duda Falcão, Artur Vecchi, Christian David e Cristiane Marçal, através do Pró-Cultura RS - Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

 Nos bate-papos e palestras, 50 escritores de todos o país trouxeram temas diversos para estudantes e público em geral. A sexta-feira foi escolhida para ser o dia do aluno. A movimentação do público infanto-juvenil fez o Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo se transformar em uma grande festa. Percebia-se no olhar dos presentes o brilho da curiosidade, o interesse, o encantamento por estarem frente à frente com os autores dos livros expostos nos estandes do primeiro piso.

 Destaques dos bate-papos:

•Fantasia juvenil: mundos fantásticos, escritores e fãs

•Fantasia, terror e ficção científica nos quadrinhos

•Orixás e o folclore brasileiro em ação

•Lovecraft – além das fronteiras do tempo e do espaço

•Construção de personagens

•Fantasia urbana: sociedade, política e ficção

 O bate-papo de abertura ficou por conta de Christopher Kastensmidt, roteirista norte-amiericano, radicado em Porto Alegre, desde 2001 e sua obra mais conhecida é o mundo ficcional A Bandeira do Elefante e da Arara, sua obra rendeu a ele uma indicação pra o prestigiado Prêmio Nebula (EUA). Christopher serviu de interprete para o autor holandês Thomas Onde Heuvelt que ganhou o Harland Award (prêmio holandês na categoria Melhor Fantasia) em três ocasiões, e o Hugo Award de 2014 na categoria Melhor Conto. Estreou como escritor, aos 16 anos, e tornou-se autor best-seller na Holanda e na Bélgica. Seu romance de estreia é  HEX.

 A Odisseia de Literatura Fantástica serviu como uma injeção de ânimo para aqueles que, como eu, se sentiam entristecidos pela indiferença do governo e da população em geral pela literatura como um todo.

 Espero que a Odisseia se mantenha firme, por muito, muito tempo e que possa nos oferecer, como sempre fez, atrações diversificadas, escritores talentosos e conhecimento sobre o ofício de ser escritor em nosso país.

 

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