Reflexões

Seguir Jesus é aceitar o Reino de Deus

Nesta luta contra o espírito maligno, Jesus sofre hostilidades

 O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus voltando para casa com seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer tinham tempo para comer. Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que Jesus estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.

 Nesta luta contra o espírito maligno, Jesus sofre hostilidades. Ele responde com parábolas: Como é que Satanás pode expulsar Satanás? Todo o reino ou uma família que se dividem contra si não  podem subsistir. E os alerta de que não há perdão para o pecado contra o Espírito Santo. Este era o pecado que eles, os mestres da lei estavam cometendo, ou seja, estavam equiparando Deus ao demônio. Para Jesus, essa atitude era blasfêmia contra o Espírito. Mesmo vendo as obras que ele realizava, eles permaneciam fechados em sua maldade, não reconhecendo que havia chegado a plenitude dos tempos. Este fechamento diabólico não tem perdão. Decreta a condenação de quem está por ele possuído.

 Esta ação demoníaca de desmoralizar, de rebaixar, de levantar difamações contra quem proclama o evangelho e realiza as obras de Jesus também continua hoje por todos aqueles que se fecham em sua ganância e prepotência. Por aqueles que estão ofuscados pelo seu orgulho, incapazes de perceber os sinais dos tempos, de reconhecer e acolher quem tem outro projeto de sociedade, de  economia, de convivência entre as pessoas.

 As insinuações do espírito do mal foram tão fortes que os parentes de Jesus pensaram mal de Jesus. Julgaram que não estivesse bem da cabeça. Foram procurá-lo para, quem sabe, recolhê-lo. Mas quando lhe disseram que sua mãe e seus parentes queriam falar com Ele, Jesus declarou: “Aquele que cumpre a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Isto é o que marca o verdadeiro seguidor de Jesus.

 Maria, a mãe de Jesus, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, recebe grande elogio. Sempre realizou a vontade do Pai. Ela disse sim a Deus e foi fiel até o fim.

 A fé cristã exige uma decisão pessoal que cada indivíduo deve assumir para fazer seu próprio caminho diante da proposta de Jesus o Reino de Deus. A vontade do Pai é crer que Jesus é o Filho de Deus e, crendo nele, anunciar sua Palavra salvadora a todos, sem desanimar diante das dificuldades.

 As dificuldades na fidelidade a Deus, no cumprimento da missão recebida no batismo, na prática da fé podem vir dos que estão mais próximos de nós, como aconteceu com Cristo. Mas temos uma certeza que nos fará trabalhar com firmeza, saindo do comodismo, vencendo as críticas e superando todo tipo de dificuldades. Esta é a certeza de que estamos colaborando na construção de uma nova sociedade, a família de Jesus, onde se vive a fraternidade, se cultiva o bem, se partilham os bens e se luta para melhorar a qualidade de vida de todos e para todos.

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