Reflexões

Os dois serão uma só carne

Criando o homem e a mulher a sua imagem

 O Evangelho deste domingo é um convite de Jesus a olharmos o projeto original de Deus Pai, criando o homem e a mulher à sua imagem e a união indissolúvel do sacramento do matrimônio. Como é essa imagem de Deus? É a perfeita comunhão de amor do Pai e do Filho Jesus no Espírito Santo. O casamento é sinal deste amor que reina na Santíssima Trindade.

 Por que a pergunta dos fariseus e dos discípulos?  Qual é a diferença da mesma pergunta? Os fariseus perguntam com maldade, para colocar Jesus à prova. Os discípulos, em casa, querem entender bem o que Jesus queria dizer e ensinar.

 A pergunta dos fariseus revela domínio do homem e a discriminação da mulher. É permitido ao homem apresentar carta de divórcio à sua mulher? Jesus responde com outra pergunta: “O que vos ordenou Moisés?” Eles respondem: Moisés permitiu dar carta de divórcio.  

 Jesus explica que a lei foi escrita por causa da dureza de seus corações, sem misericórdia. Moisés permitiu dar carta de divórcio para limitar a arbitrariedade do homem que se julgava dono da mulher e podia livrar-se dela por qualquer motivo.  Jesus não afirmou o divórcio. A lei, por causa da dureza de seus corações, garantia alguma segurança à mulher abandonada. Mas, reafirmou que Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, sendo dois numa só carne. União que é símbolo da união de Deus com seu povo. Ela não pode ser desfeita por ninguém. E em casa, quando os discípulos também lhe fazem perguntas sobre o assunto, ele confirma o que havia dito.

 Viver o casamento e reafirmá-lo é uma forma de seguir Jesus. O seguimento exige fidelidade, renúncia, doação, fé na promessa divina, tomar a cruz e seguir Jesus, no amor e crescer no amor.   

 Ao reafirmar o matrimônio indissolúvel e suas exigências Jesus garante a vitória sobre a solidão. O que Deus uniu o homem não separe, pois Deus nos criou no amor e nos salva no amor. Por isso, a necessidade de uma grande preparação para essa vida de união e de amor matrimonial.

 Na conclusão do evangelho aparece a cena das crianças apresentadas a Jesus e que os apóstolos querem afastar. Jesus se irrita, toma uma delas, abraça-a e proclama que só entrará no Reino quem a ela se assemelhar.

 

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