Reflexões

O Jornalismo e o Marketing de hoje

Os profissionais são responsáveis pelo que publicam?

 Palavras são um instrumento poderoso, por isso precisamos usá-las com cuidado. Escolher termos que geram interpretações duvidosas causam mal-entendidos que, em muitas situações, podem ser irreparáveis.

 Os jornais estão repletos disso, assim como as rádios e as mídias sociais. Os jornalistas, muitas vezes, para dar ênfase às notícias e alavancar o ibope, ou por falta de preparo adequado, acabam gerando polêmicas e desagrados. Por isso e para isso, existem os Princípios Internacionais da Ética Profissional no Jornalismo que em seu Princípio II discorre sobre a dedicação do jornalista para realidade objetiva: “A tarefa primeira do jornalista é garantir o direito das pessoas à informação verdadeira e autêntica através de uma dedicação honesta para realidade objetiva por meio de que são informados fatos conscienciosamente no contexto formal deles/delas e mostram as conexões essenciais deles/delas e sem causar distorção, com desenvolvimento devido da capacidade criativa do jornalista, de forma que o público é provido com material adequado para facilitar a formação de um quadro preciso e compreensivo do mundo no qual a origem, a natureza e a essência dos acontecimentos, processos e estados dos casos são tão objetivamente quanto possível compreendidos.” http://www.abi.org.br/institucional/legislacao/principios-internacionais-da-etica-profissional-no-jornalismo/  

 E, para não ficar apenas no jornalismo, os publicitários têm seu código de ética: Art. III "O profissional da propaganda, para atingir aqueles fins, jamais induzirá o povo ao erro; jamais lançará mão da inverdade; jamais disseminará a desonestidade e o vício.” https://www.webartigos.com/artigos/questoes-atuais-de-etica-na-publicidade-e-propaganda-e-sua-legislacao/63429#ixzz5MYOMPWXt

 Não é à toa que o Facebook, recentemente, tirou do ar as páginas do MBL, movimento que divulga fatos inverídicos e dissemina o ódio nas redes sociais.

 Quando os divulgadores de uma notícia, um acontecimento social, uma realização qualquer, sentam-se em suas cadeiras e digitam seus textos, deveriam pensar sobre isso: na responsabilidade de informar o que é correto, sem desmerecer o trabalho de quem quer que seja, nem opiniões divergentes. Acredita-se que profissionais com essa responsabilidade seriam capacitados para tanto e estariam cientes sobre esses princípios e as consequências geradas pela má informação.

 Pede-se por ética, por respeito, pois a sociedade clama por honestidade e transparência, porque está cansada de corrupção e mentiras, mas passa-se longe disso, quando somos nós os detentores do poder.

 

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