Reflexões

Jesus, enviado do Pai, ensina libertando

O Evangelho apresenta Jesus, em Nazaré

 O Evangelho apresenta Jesus, em Nazaré, cidade em que se criara. Em dia de sábado, entra na sinagoga, na força do Espírito Santo, inicia sua missão. Nazaré era uma pequena aldeia. Ali todos conhecem Jesus. Viram-no brincar e trabalhar com eles. A humilde sinagoga está cheia de familiares e conhecidos, seus amigos de infância.

 O Evangelho nos lembra o projeto de libertação e salvador de Jesus: a libertação e a proclamação de um tempo de graça. Inicia, hoje, repetindo a frase final do evangelho do domingo passado: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Muitos se admiravam do que dizia, mas outros, porém, se perguntavam, com espírito de desprezo: não é este o filho do carpinteiro?  Eles não querem um profeta de Deus. Pedem que faça entre eles curas e milagres, que dê prestígio à sua pequena aldeia. Da admiração, passam à perseguição. A primeira rejeição é o fato da encarnação de Jesus. Ser um igual a nós, em nossa carne mortal! É impossível ver obras de Deus por meio de uma pessoa de carne e osso, como todos. Jesus não se surpreende e lembra-lhes um dito popular e atual: “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”.

 O profeta nos confronta com a verdade de Deus, põe a descoberto nossas mentiras e preconceitos egoístas e nos chama à conversão, à uma mudança de vida. Para comprovar esta necessidade, Jesus apresenta os sinais que Deus realizou através dos profetas Elias e Eliseu que atenderam viúvas e leprosos. Diante deste apelo, “todos na sinagoga ficaram furiosos, levantaram-se e o expulsaram da cidade, com a intenção de matá-lo”. No fim da vida, Jesus será levado para fora da cidade de Jerusalém e crucificado no monte Calvário.

 A conclusão do Evangelho nos faz rever nossas atitudes: “Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho”. Quando enfrentamos dificuldades, sabemos apoiar-nos em Deus e prosseguir nossa caminhada, confiando no Pai e em Jesus? Será que, às vezes, nós também imitamos o comportamento dos conterrâneos de Jesus reclamando nossos desejos, e parando no seu seguimento? Como entendemos o lado humano da própria Igreja? 

 Pe. João Panazzolo

Outras Imagens

Comentários