Reflexões

Indignação de Jesus - Um templo novo

Fez um chicote de cordas e expulsou a todos do Templo

 Acompanhado de seus discípulos, Jesus sobe a Jerusalém para celebrar as festas da Páscoa. Por essa ocasião, a cidade se enchia de peregrinos que iam ao Templo. A Pascoa era a principal festa para os judeus. Celebravam a libertação da escravidão de Egito. Os peregrinos, chegando no Templo todos precisavam oferecer a Deus os sacrifícios prescritos de animais, cordeiros e bois e os pobres pombas, junto com as ofertas em dinheiro. Na dificuldade de trazer esses animais e ter o dinheiro estabelecido pelo Tempo, os poderosos comerciantes e banqueiros manipulavam a religiosidade do povo. Uma verdadeira feira livre com preços exorbitantes nos animais e a exploração na troca das moedas.

 Jesus, vendo e reconhecendo essa realidade de exploração, indignou-se contra essa mistura de religião com interesses econômicos. Fez um chicote de cordas e expulsou a todos do Templo. Soltou as pombas, jogou no chão o dinheiro dos cambistas, derrubou suas bancas, e disse: “Não façais da casa de meu Pai um mercado”.

 Vendo-o assim tão enérgico na preservação da verdadeira finalidade do templo, os discípulos aplicaram a ele as palavras da Bíblia: o zelo pela tua casa me consome. Questionado porque agia assim, respondeu mostrando que a partir dele, o Templo perdia seu sentido e seria substituído por ele. Por isso disse: podem destruir este templo, e em três dias eu o reedificarei. Ele se referia ao seu próprio corpo, o verdadeiro templo do Pai.

 Só após a ressurreição seus discípulos entenderam o que dissera. Se o Templo de Jerusalém era sinal e espaço para o encontro com Deus, Jesus é o próprio Deus no meio do povo. Quem se encontra com Ele e se compromete com Ele, presta o verdadeiro culto ao Pai. É através do seu corpo ressuscitado que nos encontramos com Deus para celebrar a Páscoa da vida e da vitória de Cristo para todos e sempre. As portas do novo Templo é Jesus. Elas estão sempre abertas a todos. Jesus é o novo Templo do Pai e cada um de nós, a partir do Batismo é templo de Deus. Mais ainda, a comunidade.

 

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