Reflexões

GLÚTEN e Doença Celíaca

O que você realmente deve saber

 O glúten é uma proteína encontrada em cereais - trigo, centeio, cevada/malte, espelta (trigo selvagem). Pode também estar presente na aveia,  por contaminação cruzada (geralmente ela é cultivada e processada nos mesmos locais que os cereais que contêm o glúten). Há atualmente disponível aveias sem glúten - só observar o rótulo da embalagem.

 O glúten é composto por dois tipos de proteínas: as não formadoras de glúten e as formadoras de glúten. As proteínas de importancia tecnológica e também para a saúde são as que formam o glúten: a gliadina e a glutenina. Elas têm a propriedade especial de formar uma rede, quando em contato com a adição de água e a ação mecânica. Então, o glúten se desenvolve e forma uma rede protetora que não deixa o gás carbônico formado durante a fermentação escapar. Esse gás, retido no interior da massa faz crescer, dá consistência e textura macia ao alimento.

 Porém, algumas pessoas podem apresentar problemas com a ingestão do glúten Podem apresentar doença celíaca, alergia  ou sensibilidade ao glúten.

 1. Doença celíaca - é a forma mais grave. Se trata de uma doença autoimune, sendo de origem genética. 

 Ao ingerir um alimento que contenha glúten, o organismo de quem tem a doença entende o glúten como um invasor, não conseguindo digeri-lo. Então, o sistema imunológico ataca o glúten, bem como a mucosa do intestino delgado. Isso causa lesões e prejudica o funcionamento do órgão. Pode causar diarreia, anemia, perda de peso, osteoporose, câncer e até déficit de crescimento em crianças. 

 A doença celíaca afeta cerca de 0,7-1% da população.

 2. Intolerância ao Glúten - ou sensibilidade ao glúten não-celíaca 2. Seu diagnóstico só é possível com exames clínicos e análise médica. Especialistas acreditam que a intolerância ao glúten acontece por conta da exposição frequente ao trigo e cereais.

 3. Alergia ao glúten - A alergia alimentar é uma reação exagerada do nosso organismo que pode ocorrer com qualquer alimento. Os sintomas podem atacar as vias respiratórias (rinite, por exemplo) ou a pele (urticária, vermelhidão). A alergia ao glúten pode causar uma anafilaxia – distúrbio grave na circulação sanguínea e oxigenação – e ser fatal.

 Atualmente, pessoas que não apresentam nenhum desses agravos em relação ao glúten, tem excluído ele de sua alimentação, com o intuito de emagrecer. 

 Para quem não é celíaco, o problema não está na presença do glúten EM SI e sim nas FONTES dessa proteína, visto que os alimentos que possuem glúten são carboidratos simples e seu consumo não é recomendado para quem deseja perder gordura corporal (consumo esporádico pode ser feito e não consumir caso a pessoa apresente diabetes). 

 Também não é interessante substituir alimentos com glúten por alimentos “glúten free”, não sendo a pessoa celíaca, pois estes alimentos não irão conter a proteína, mas continuarão sendo fontes de carboidratos refinados (como a tapioca), podendo ter até mais carboidratos que os que têm glúten (a tapioca tem mais de 50% de carboidrato pra uma porção e não é fonte de proteína - é carboidrato puro), ou podem conter outros ingredientes que não são benéficos à saúde (açúcar em suas diversas denominações, amido, gorduras ruins,etc.), o que não promoverá o emagrecimento para quem consumir esses alimentos em excesso. Isso seria o famoso "trocar 6 por meia dúzia".

 Então, lembre-se sempre de analisar os rótulos (lista de ingredientes e tabela nutricional) dos produtos alimentícios toda vez que for comprá-los, para não ser enganado com uma propaganda enganosa de "benefícios", pois os rótulos nunca mentem!

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