Reflexões

Discípulos missionários enviados em missão

Como os apóstolos, pobres mas livres, realizam a missão recebida

 O Evangelho deste domingo relata o envio dos Doze discípulos em missão. Primeiramente Jesus os chamou um a um. Depois formou com eles um grupo e, agora, os envia dois a dois. Deu-lhes o poder sobre os espíritos impuros. O poder conferido é o mesmo que Jesus possui. Deviam, pois, realizar a missão com simplicidade e pobreza. Com o essencial: simplicidade e desprendimento. Desse modo, o Evangelho aparece com toda sua força e não com a possível força do evangelizador e dos meios que utiliza. 

 O poder sobre os espíritos impuros é o de libertar as pessoas do mal. Jesus está pensando num mundo sadio, libertado das forças malignas que desumanizam o ser humano. Esta é a força e o poder de aliviar o sofrimento e fazer crescer a fraternidade. Jesus os imagina não instalados, mas caminhantes. Segundo a orientação de Jesus, o evangelizador teria a alimentação e a hospedagem oferecidas por alguma família que o recebesse. Nela deveria ficar enquanto estivesse realizando sua missão naquela localidade.

 Quanto mais o evangelizador for desapegado de bens e projetos pessoais, mais disponível ele será e mais credibilidade terá. É necessário que os discípulos anunciem e introduzam no mundo o projeto de Jesus, segundo seu espírito. Recomendou-lhes: Não levem nem pão, nem dinheiro. Não devem estar preocupados com sua segurança. Devem levar o mais importante: o espírito de Jesus, sua palavra e seu projeto de humanizar a vida das pessoas. O desejo de Jesus é que não se esqueçam dos pobres. Serão profetas no meio do povo. Suas vidas serão um sinal de que Deus está próximo de todos, sobretudo dos mais necessitados.

 O trabalho do evangelizador pode também ser contestado, rejeitado ou impedido. Mas ele vai em frente. Não deixará de realizar a missão porque encontra oposição. Os empreendimentos humanos, quando não satisfazem as pessoas podem ser abandonados. Mas o projeto de Jesus deve ser levado adiante custe o que custar. Não pode ser interrompido mesmo que custe lágrimas e dor ou aparentemente pareça não dar frutos. 

 Toda pessoa que se encontra com Deus, em Jesus Cristo, entra na comunidade dos seus seguidores, sente dentro de si o chamado irresistível de anunciar aos outros a feliz descoberta. Como os apóstolos, pobres mas livres, realizam a missão recebida.

 

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