Reflexões

Balanços de final de ano

Final de ano sempre é complicado

 Final de ano sempre é complicado. Aliás, todos os finais são complicados. Parece que tudo de bom e de ruim que aconteceu durante o ano bate à sua porta para cobrar a conta. Como lidar com isso?

 Para elucidar melhor vamos imaginar uma história fictícia. Final de ano, calor infernal, muitas coisas para fechar no trabalho, revisão do carro, contas, décimo terceiro que não aparece e nosso personagem é chamado para uma reunião. No encontro mais críticas do que elogios. Ele sai dali com um sorriso amarelo, com a cabeça explodindo e pensando: “será que sou assim tão ruim?”. Chega em casa em silêncio, com as palavras do encontro bombando na cabeça e permanece mudo. Não divide nada com irmão e amigos. Depressão na certa. Aqui, para a nossa historinha.

 Imagino que muitos tenham se identificado com a história. Uma história cheia de erros. Erros? Sim erros! O primeiro deles é o de já sabermos que todos os finais de ano são assim. E se eles são assim, porque não nos planejamos para transformar, para fazer um novo final? Críticas sempre vão existir e às vezes são pesadas. Justas? Muitas vezes não. Este é um balanço necessário de se fazer. Afinal, o protagonista do filme é você e não quem o critica. Com certeza, após uma boa reflexão, chegaremos a conclusão de que alguns comentários foram justos e que, portanto, precisam ser melhorados e que outros nem tanto. Talvez o erro tenha sido o de não ter reforçado os pontos bons durante o ano. Sei lá! Esta é uma questão pessoal de cada um.

 O último erro de nosso triste e deprimido personagem foi o de não ter dividido sua angústia com o irmão e seus amigos. O ser humano tem por característica a autopunição. Vemos somente o negativo. Percebemos somente o ruim em nós mesmos. Por isso, a importância de dividir com amigos, irmãos, namorada, esposa. Guardar angústia só faz mal. É importante “botar para fora”. Com certeza, o carinho e a palavra do outro vão nos fazer perceber as coisas sob um ângulo diferente. Aquele lixo incompetente tem qualidades. Fez coisas boas, ganhou elogios e sorrisos durante o ano. O sapo pode ser um príncipe.

 O que mais dizer? Ouça as críticas, mas dê a elas o devido valor. Pense no interlocutor, olhe ao seu redor e converse. Não despreze, mas também não supervalorize os comentários. Todos temos coisas boas. Fecho com a sabedoria de Mario Quintana: “A vida não é um jogo onde só quem testa os seus limites é que leva o prêmio”. Um Feliz ano novo para todos!

 

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