Reflexões

Alimentos industrializados são vilões para a saúde?

A resposta é NÃO

 Atualmente, muito tem-se falado sobre alimentação saudável. Há uma preocupação cada vez maior com saúde e também forma física. E, nesse contexto, é dito para se evitar os alimentos industrializados e comer “comida de verdade”, pois os produtos alimentícios industrializados são péssimos para a saúde. Mas até que ponto isso é verdade? Será mesmo que TODOS os industrializados são ruins para a saúde?

 O conceito comida de verdade se aplica aos alimentos em sua forma in natura ou minimamente processados. Seriam legumes, verduras, carnes de todos os tipos, ovos, frutas – os alimentos “sem rótulo”,na maioria das vezes.

 Com certeza, os alimentos acima são extremamente benéficos à saúde, isso é algo que não deixam dúvidas. Mas e os alimentos que sofrem industrialização, são todos realmente vilões, que devem ser evitados a todo custo?

 A resposta é NÃO. Há muitos alimentos produzidos pela indústria que são saudáveis e de qualidade. A industrialização de alimentos é uma forma de garantir alimentos mais seguros, pois com ela é possível a eliminação de micro-organismos prejudiciais à saúde (pasteurização do leite, por exemplo); de fazer com que os alimentos cheguem à mesa dos consumidores em qualquer lugar do mundo, visto que possuem técnicas elaboradas de conservação, o que faz com que durem mais tempo, desta forma diminuindo o desperdício também, pois tem aditivos empregados (podendo ser naturais também nem todos os aditivos são ruins), que aumentam a shelf life (vida de prateleira) dos alimentos –além de tecnologias empregadas, que também são capazes de aumentar essa vida de prateleira de um alimento sem necessariamente serem empregado aditivos químicos (leite em pó, por exemplo).

 Cuidado a serem tomados ao consumir produtos alimentícios:

 Leia os rótulos – leia atentamente os ingredientes, às vezes um produto pode levar ao engano, seja uma propaganda ou sua embalagem que alega não ter algum ingrediente, mas na verdade tem, só que com outra denominação (isso seria matéria para outro artigo, somente sobre como interpretar os rótulos);

 Procure consumir alimentos industrializados que contenham o mínimo de ingredientes possível. Opte por ingredientes mais naturais;

 Um produto não ter glúten não significa necessariamente ser mais saudável (assunto para outra matéria também);

 Produtos alimentícios à base de leite que não contêm lactose servem única e exclusivamente para quem é intolerante à lactose, pois ainda contém os açúcares (carboidratos) que contém a lactose, porém se apresentam em sua forma dissociada (galctose + glicose). Logo, você que não é intolerante, consuma a versão normal do leite e derivado e economize dinheiro (pois geralmente esses alimentos têm o preço mais elevado que suas versões normais);

 Prefira produtos com pouco – ou zero – sódio adicionado; o sódio, além de dar sabor ao alimento, também serve como conservante, inibindo o crescimento de micro-organismos patogênicos (exemplo: charque), mas altos teores de sal são prejudiciais à saúde, sobretudo o sal dos produtos industrializados;

 Consuma azeite de oliva, óleo de coco, manteiga – de preferência sem sal, evite margarina, óleos vegetais refinados;

 Jamais consuma leite in natura: a pasteurização é uma forma segura de diminuição da carga microbiana total do leite, leite “direto da vaca” é extremamente perigoso à saúde.

 Concluindo, a industrialização dos alimentos é extremamente benéfica para o consumo mundial de alimentos, pois ela possibilitou que os alimentos cheguem às partes mais remotas do mundo; também é capaz de reduzir a contaminação dos alimentos, seja pelo emprego de tratamentos térmicos adequados, pelo tipo de tecnologia empregada, ou pela adição de aditivos e conservantes que não sejam prejudiciais ao consumo.

 Tenha sim uma alimentação rica em nutrientes de alimentos mais naturais, mas lembre-e que os industrializados também são aliados de uma ótima saúde e bem estar.

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