Reflexões

A Festa da Epifania do Senhor

Os Magos continuam sua longa busca

 Neste domingo, dia 7 de janeiro, celebramos a Festa da Epifania, palavra que quer dizer manifestação. Deus veio ao mundo ao nosso encontro, de uma maneira única, em Jesus. Ele se manifesta ao Reis do Oriente, que não pertenciam ao povo de Deus, bem como não conheciam as Escrituras como o povo de Israel. Eles, porém, entendem a linguagem das estrelas, da astrologia. Esses Reis representam os povos estrangeiros, que no presépio de Jesus todos estão representados. Jesus é a luz dos povos.

 Para encontrar é preciso buscar. Os Magos são modelo de busca. Atraídos pelo sinal da estrela sentem necessidade de “adorar”. Chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

 Com essa notícia o rei Herodes e toda a Jerusalém ficaram perturbados. O rei dos judeus, nomeado por Roma, sou eu pensou Herodes. Onde está esse estranho rival? É preciso acabar com ele!

 Os sumos sacerdotes conhecem as Escritura e sabem que ele há de nascer em Belém. Mas, não se interessam pelo Menino, nem se põem em marcha para adorá-lo.

 Os Magos continuam sua longa busca. Às vezes, a estrela desaparece, deixando-os na incerteza. Outras vezes, brilha novamente, enchendo-os de “imensa alegria”. Finalmente encontram-se com o Menino e sua Mãe e, “prostrando-se diante dele o adoraram”. Depois colocam-se a seu serviço, oferecendo os seus presente mais valiosos. O Menino pode contar com eles porque o reconhecem como seu Rei e Salvador.

 Do fato podemos reconhecer a rejeição que Jesus encontrará ao longo de sua vida: hostilidades do poder político e indiferença dos líderes religiosos. Somente aqueles que buscam o Reino de Deus e sua justiça hão de acolhê-lo.

 Dos reis devemos aprender a humildade, a perseverança e a disposição de entender os sinais de Deus. Deus se comunica por sinais próprios a cada pessoa. Aos pastores se comunicou pelos anjos; aos reis, pela estrela; a Herodes, pela palavra dos reis; aos judeus, pela Sagrada Escritura. Quem quer conhecer Deus vai entendendo seus sinais. Para quem não quer, não adianta nada.

 Dos reis também, devemos aprender também a oferecer o melhor de nós para Deus. 

 Eles ofereceram o ouro, reconhecendo a realeza de Cristo e o que cada um é e tem; o incenso, reconhecendo a sua divindade e o que cada um deseja oferecer e agradecer; a mirra, dado que

havia assumido um corpo mortal e um dia seria colocado numa sepultura, após sua morte pela redenção da humanidade. Estas ofertas podem sugerir-nos a necessidade de trabalhar para
que todos tenham o ouro suficiente para o pão de cada dia; todos os seres humanos sejam tratados com filhos de Deus e tenham morte santa e feliz.Por fim, dos reis devemos aprender a voltar por outro caminho, o caminho da fidelidade a Deus, da defesa da vida, não o caminho da tirania de Herodes que mata os inocentes e quer sufocar a esperança dos pobres.

 Para todos nós:

 - Diante de quem nós nos ajoelhamos, adoramos?

 - Qual o sinal, estrela que nos guia rumo a Belém?

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