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Entidades discutem cenário do leite em Serafina Corrêa

A importância da articulação entre as instituições envolvidas com a agricultura familiar

 Entidades relacionadas à produção agropecuária de Serafina Corrêa se reuniram na quinta-feira (24/01) para discutir a situação enfrentada pelos bovinocultores de leite do município.  A reunião, realizada na Câmara de Vereadores do município, foi organizada pela Emater/RS-Ascar e, além de profissionais da Instituição, participaram representantes da Cooperlate, Banco do Brasil, Sicredi, e da Prefeitura de Serafina Corrêa e suas secretarias de Agricultura e de Meio ambiente.

 Na abertura, a diretora administrativa da Emater/RS, Silvana Dalmás, saudou os participantes e destacou a importância da articulação entre as instituições envolvidas com a agricultura familiar em prol dos agricultores. Silvana também apresentou o engenheiro agrônomo Leandro Ebert, que, desde o início de janeiro, passou a compor a equipe municipal da Emater/RS-Ascar.

 Na sequência, Ebert apresentou uma análise de dados da safra 2017/2018 de 19 famílias de Serafina Corrêa participantes do Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, do Governo do Estado, que atuam na bovinocultura de leite. De acordo com ele, os dados demonstram um cenário preocupante, onde o custo médio do leite produzido pelas famílias é de R$ 1,10, enquanto que o preço médio histórico deflacionado recebido pelos produtores é de R$ 1,07, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. “Esses dados preocupam, uma vez que demonstraram que, com os preços atuais recebidos pelo leite as famílias têm dificuldades em obter renda com a atividade, sendo necessário um esforço para melhorar esses indicadores”, destaca.

 Entretanto, o agrônomo apresentou alternativas e experiências, como a desenvolvida com a atividade leiteira quando atuava no município de Fagundes Varela, onde, intensificando a produção de leite à base de pasto, as famílias aumentaram as receitas e diminuíram os custos de produção, melhorando a renda obtida. Além disso, os dados das famílias serafinenses demonstraram que, quanto menor o custo por litro de leite produzido, maior a renda obtida pela família com a atividade. Em Serafina Corrêa, 12 dessas famílias que vinham sendo assistidas pela Emater/RS-Ascar em projetos anteriores, já possuem indicadores melhores, como custo por litro de leite médio de R$ 0,92, ante R$ 1,21 das sete famílias que iniciaram o trabalho há menos tempo. “Alguns deles possuem custos abaixo de R$ 0,60 por litro de leite produzido, o que interferiu diretamente na renda agrícola obtida, e comprovam que há alternativas de viabilizar a atividade no município” destaca.

 A família Silvestrin, da comunidade de São Pedro, Unidade de Referência do Programa de Gestão Sustentável, é um exemplo disto. Na safra 2016/2017, o custo médio por litro de leite era de R$ 1,11 e, já na safra 2017/2018, reduziu para R$ 0,81, com as ações propostas pela Emater/RS-Ascar. Esta redução significou um aumento da renda agrícola mensal de mais de dez vezes, passando de cerca de R$ 430 para quase R$ 4.800. “Este aumento da renda agrícola foi possível devido a pequenos ajustes na alimentação das vacas leiteiras, no manejo das pastagens e no pastoreio e no fornecimento adequado de volumosos, melhorando a produtividade, que passou de 15 para 21 litros por vaca ao dia e de 8.800 l/ha para 13.500 l/ha.

 Após a explanação, as entidades debateram o cenário e as perspectivas para o leite no município e planejaram ações a serem desenvolvidas para fomentar a cadeia produtiva do leite, como a formação de um Comitê entre os representantes das instituições para discussão sobre o tema e a organização de um seminário municipal para apresentar os dados à comunidade e discutir propostas de ações.

 Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul

 Jornalista Rejane Paludo



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