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Emater/RS-Ascar e Anater capacitam mais técnicos

Chamada do Tabaco

 Encerrou nesta sexta-feira (01/02), a capacitação de mais 25 extensionistas em diversificação produtiva e implantação de projetos de atividades alternativas, para a redução da dependência dessas famílias da renda do tabaco. A capacitação aconteceu durante a semana no auditório da FEE, em Porto Alegre, numa parceria entre Emater/RS-Ascar e Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural). Esta capacitação atende técnicos de 20 municípios gaúchos, onde se busca o desenvolvimento sustentável das Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPAs).

 No encerramento, a diretora administrativa e o diretor técnico, Silvana Dalmás e Lino Moura, agradeceram aos consultores da Anater e destacaram a importância das capacitações para os extensionistas da Emater/RS-Ascar. “Precisamos fortalecer a Extensão Rural enquanto ferramenta de qualidade de vida no meio rural e, para isso, vamos nos aproximar ainda mais da Anater”, destacou Silvana. Já Moura avaliou que a agricultura tem que se modernizar, “mas não abro mão da presença dos extensionistas nas propriedades, no contato direto com o agricultor e sua família”.

Coordenada por Jorge Luiz Siebert, do Núcleo de Desenvolvimento Econômico da Gerência Técnica, a capacitação é feita pelos instrutores Alexandre da Silva Santos e Marcos Gregolin, contratados da Anater, e tem duração de 40 horas. Esta é a terceira turma capacitada, totalizando 85 extensionistas desde novembro de 2018, quando se iniciou a execução do projeto. Outra turma deverá ser capacitada em março.

 De acordo com o Plano de Trabalho do Programa para Agricultores Familiares inseridos em municípios com produção de tabaco, serão beneficiados 3.040 produtores de 33 municípios do RS, contemplados com ações de Aters. As ações do programa vão contribuir para a promoção da segurança alimentar e nutricional, a articulação de políticas públicas e a geração de trabalho e renda para promover a autonomia econômica, social e organizativa dessas famílias. 

 Os municípios envolvidos estão distribuídos nas regiões de Pelotas, Soledade e Frederico Westphalen, com características diferenciadas nos agroecossistemas e no cultivo de tabaco. Incluindo as variedades e o calendário agrícola, o que favorece o processo de diversificação de atividades.

 TABACO

 Atrás apenas da China, o Brasil é o segundo produtor mundial de tabaco. De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o cultivo está presente em 640 municípios no Sul do país (região que corresponde a 97,4% da produção brasileira), numa área de 313 mil hectares, envolvendo 167 mil produtores integrados. Essa dimensão ganha amplitude quando a referência é a cadeia como um todo, que reúne um universo aproximado de 870 mil pessoas, o que implica, economicamente, na geração de uma receita anual bruta no país de R$ 5,3 bilhões.

 Neste cenário, a contribuição do RS é de 50% da produção do país. Conforme o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), esta cadeia produtiva reúne no Estado, 272 municípios contando com 86 mil produtores e 321 mil pessoas envolvidas no meio rural. Representa uma receita destinada aos produtores na ordem de R$ 2,2 bilhões por ano. 

Importante destacar que, de acordo com o IBGE, 86% dos produtores de tabaco possuem renda de mais de 4 salários mínimos mensais e 77% têm renda média entre 2 a 4 salários mínimos mensais, sendo considerados altamente especializados no cultivo dessa cultura.

 A grande maioria das propriedades envolvidas com a cultura do tabaco tem uma estrutura voltada de forma exclusiva para esse cultivo. Isso dificulta um processo de transição para sistemas mais diversificados e com menor risco relacionados com fatores climáticos ou de mercado.

 Apesar da cultura do tabaco ocupar a mão de obra da família durante um longo período, com momentos de demanda elevada, a ocupação não é constante. Portanto, essa situação deve ser aproveitada como uma oportunidade, estimulando outras atividades, como bovinocultura de leite à base de pasto, apicultura, piscicultura, fruticultura (como viticultura, citricultura), olericultura para consumo familiar e para mercado, agroindústria, pecuária familiar e até mesmo atividades não agrícolas, como o artesanato e o Turismo Rural.

 Assim, a proposta de trabalho de diversificação das propriedades familiares se caracteriza pela ação socioeducativa e participativa, que envolve a visão de família, comunidade, ecossistema e território.

 Neste contexto, a ação extensionista utiliza como premissa básica o diálogo construtivo com o público beneficiário e demais entidades parceiras que participam do processo de desenvolvimento rural sustentável do RS, como prevê a Missão da Emater/RS-Ascar, entidade oficial de Assistência Técnica e Extensão Rural do RS.

 Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

 Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

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